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sábado, 16 de janeiro de 2016

#013.01 | Lendo Guerra e Paz ♡ 01 Apresentação

Autor: Lev Tolstoi (Rússia)
Título Original: Война и мир (1867)
Editora: Relógio d'Água
Edição: 1ª Edição, Novembro 2013 (1320 págs.)
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Um dos meus maiores problemas enquanto leitora é, muitas vezes, não me conseguir lembrar do conteúdo dos livros que li. Tenho uma péssima memória (fraquinha, fraquinha!) e tenho por isso, muitas vezes, dificuldade em lembrar-me do que li em alguns livros: partes da história, personagens, o final da história… Enfim!

Essa é uma das razões que me leva a escrever sobre livros, quer aqui, quer em caderninhos de anotação.

No entanto, existem livros que não se podem resumir a um breve comentário… Quer pela complexidade da história, pontos de vista referidos ou pela multiplicidade de emoções que nos provocam na leitura, existem livros que merecem uma opinião mais bem construída.

É por essa razão que pretendo iniciar, neste espaço, um diário de leitura de Guerra e Paz, comprometendo-me apenas a fazer os comentários… sempre que possível!

Breve nota sobre a obra

Escrita entre os anos de 1865 e 1869, a narrativa foi inicialmente publicada no Russkii Vestnik, um periódico da época, com o nome 1805, ano em que começa a história.

Contando com mais de 580 personagens – algumas históricas, outras ficcionadas – esta novela épica conta a história de cinco famílias durante invasão da Rússia pelas tropas Napoleónicas.

O enredo deste romance cobre toda a campanha de Napoleão na Áustria, a invasão da Rússia pelo exército francês, bem como a sua retirada, entre 1805 e 1820.

Além dos elementos das famílias aristocráticas principais, Tolstoi criou um retrato realista e incisivo da sociedade russa de inícios do século XIX, denunciando o preconceito e a hipocrisia da nobreza, ao lado da miséria dos soldados e servos.



Sobre a edição

Apesar de Tolstói ter escrito a maior parte do livro em russo, partes significativas dos diálogos foram escritas em francês, reflectindo bem a realidade russa, uma vez que, na época, toda a aristocracia russa do século XIX falava o francês e empregava a língua entre si em vez do russo.

Estou a ler a obra numa edição da Relógio D'Água, traduzida por António Pescada a partir do original russo sendo que nesta edição, os textos que no original se encontravam em francês (ou, menos comummente, em alemão) se mantêm, nesta tradução, em francês ou alemão, estando a tradução em nota de rodapé.

A obra vem dividida em dois volumes, cada um contendo dois Tomos, e perfazendo um total de 1320 páginas.

Existe também, neste momento, uma edição da Editorial Presença traduzida do russo por Nina Guerra e Filipe Guerra, dividida em 4 volumes, correspondendo cada um a um Tomo. Nesta edição também optaram por manter em francês o que, no original, se encontra nesse idioma, deixando a tradução em Nota de rodapé.

Por fim, existe ainda a edição da Saída de Emergência, dividida em dois volumes, na qual é feita a tradução total do texto para Português, não se distinguindo o que, no original estaria num idioma diferente. Esta opção foi decidida ‘com a intenção de proporcionar uma leitura mais cómoda’, deixando ‘apenas algumas frases ou palavras’ em francês.

Pessoalmente, e apesar de tornar a leitura mais demorada, prefiro as edições em que o texto em Francês se mantém em Francês, uma vez que demonstra melhor a intenção original do autor.

Sobre o ‘Diário de Leitura’

Como referi, estes Diários de Leitura não terão uma periodicidade pré-definida, saindo os comentários sempre que for possível.

A obra original, no seu todo, encontra-se dividida em 4 tomos, cada um dividido em várias partes, contento o Tomo I - 3 Partes, o Tomo II - 5 Partes, o Tomo III  - 3 Partes, o Tomo IV - 4 Partes, e Epílogo - 2 Partes.

Como mencionei anteriormente, estou a ler a obra numa edição da Relógio D'Água, encontrando-se esta dividida em 2 Volumes. O primeiro volume, de 656 páginas, comporta os tomos I e II do original. Já o segundo volume, de 664 páginas, inclui os tomos restantes, III e IV, bem como o Epílogo.

❤

terça-feira, 10 de novembro de 2015

#012 | Os Mutilados, de Hermann Ungar (e um pouco sobre a E- Primatur)

Autor: Hermann Ungar (Morávia, na atual República Checa)
Título Original: Die Verstümmelten (Janeiro 1922)
Editora: E- Primatur
Edição: 1ª Edição, Setembro 2015 (182 págs.)
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A minha história com este livro é interessante (acho!) uma vez que o comprei simplesmente por ter gostado do conceito da editora que o publicou – a E-Primatur.

Sobre a E- Primatur

Conheci esta editora através de uma publicação partilhada no Facebook e logo fiquei seduzida pelo conceito da mesma.

A E-Primatur parte de uma ideia base que consiste em dar voz aos leitores, percebendo o que é que o público realmente quer ler.
Esta voz é-nos dada através de um processo de crowdpublishing, isto é, só serão editados livros cuja produção seja viabilizada pelo público.

Eu explico melhor:
As propostas de livros a editar são apresentadas, com seis meses de antecedência, na plataforma da editora e é estipulado o valor necessário para tornar a edição do livro em realidade.

Nessa fase, quem se interessar pelo livro e quiser viabilizar a edição do mesmo, poderá fazer uma doação de um valor previamente definido e corresponde a cerca de 2/3 do preço de capa que o livro terá quando estiver nas livrarias.

Quando o valor necessário para a edição tiver sido atingido, todos os leitores que tiverem feito a doação e tenham, dessa forma, ajudado o livro a tornar-se realidade, receberão um exemplar em casa, sem qualquer custo adicional. 

Caso o valor necessário para a produção do livro não seja atingido, poder-se-á dar um de dois casos:
1) O dinheiro é devolvido aos apoiantes;
2) O Projecto E-Primatur cobre a verba em falta, tornando o livro uma realidade.

Desta forma, o crowdpublishing assumir-se-á também como uma forma de sondagem do mercado… Uma forma de perceber o que é que as pessoas realmente querem ler.

Numa primeira fase, será a própria editora a seleccionar os títulos a projecto, centrando-se principalmente na edição clássicos modernos – nacionais ou estrangeiros – inéditos ou há muito esgotados. Isto é, obras essenciais que estão indisponíveis no nosso mercado e, que de alguma forma, marcaram a literatura.

A partir do segundo ano, pretende-se que leitores, colaboradores, críticos, jornalistas, livreiros e todos aqueles que gostam de livros e da leitura façam as suas sugestões de títulos a editar.

Assim que um livro esteja impresso, entra no circuito comercial de distribuição nas livrarias.

Iniciando a sua actividade com a publicação de títulos inéditos em Portugal como Voss de Patrick White (um Prémio Nobel há muito esquecido pelas editoras) ou como O Salão Vermelho de August Strindberg e O Caso do Camarada Tvlayev de Victor Serge – ambos livros incluídos na lista dos "1000 Romances que todos deveriam ler" do The Guardian – esta editora promete!

Sobre o autor

Hermann Ungar foi um escritor judeu, nascido na Morávia quando esta ainda pertencia ao império Austro-Húngaro. Embora soubesse checo, escrevia em alemão.
Funcionário no Ministério dos Negócios Estrangeiros da antiga Checoslováquia, Ungar escreveu e publicou a sua primeira obra –  Meninos e Assassinos – em 1920, impondo-se logo junto à crítica. Contudo, foi com Os Mutilados de 1922 e com O Assassinato do Capitão Hanika de 1924 que Ungar se estabeleceu no círculo de intelectuais de Berlim, afirmando-se como escritor.

Foi lido e apreciado por Thomas Mann e Stefan Sweig e traduzido para o francês, sendo que, quando publicado em França, o seu nome foi saudado como o do grande renovador da literatura de expressão alemã.
Morreu em 1929, vítima de uma vulgar apendicite.

Com a chegada do regime nazi, Ungar já não viveu para ver as suas obras encabeçarem a lista de livros a destruir na Bücherverbrennung de 1933. As suas obras foram queimadas por toda a Europa e o seu nome praticamente caiu no esquecimento.

No final dos anos 80, com a publicação de uma nova tradução francesa da sua obra, Ungar foi ressuscitado, voltando a merecer as atenções do universo literário.
Foi posteriormente traduzido em mais de duas dezenas de línguas, vendo novamente o seu nome a figurar no cânone da literatura europeia.

Profundamente influenciado por Dostoievsky e por Freud – como o foram muitos dos escritores do leste europeu dos anos 1920 – Ungar criou uma obra povoada de figuras psicanalíticas, que testam até aos limites mais negros o tecido social e abordam temáticas de choque como a sexualidade e a doença psicológica.



Sobre o livro – Os Mutilados

Neste livro é-nos contada a história de Franz Polzer, um funcionário de um banco, que vive num quarto alugado na casa de uma viúva judia de classe baixa, e que é perseguido por um medo terrível de que aconteça na sua vida algo que ele não controle.

Polzer é um homem de alma triste, neurótico e socialmente inepto, que procura viver uma vida o mais metódica possível, sem surpresas nem sobressaltos, num ambiente previsível, controlado e tranquilo.
É um homem simples, que vive os seus dias rotineiramente e que é frequentemente atormentado por recordações do seu passado e alucinações dementes envolvendo o seu pai a sua tia.

Logo nas primeiras páginas no livro conseguimos reconhecer estas características em Polzer, percebendo-se leves traços de TOC – Transtorno Obsessivo Compulsivo – sendo que o personagem vive em constante estado de alerta, na procura de manter a ordem das coisas.

Além disso, Polzer está num constante sofrimento, por antecipar diversas situações, sempre com o mais trágico desfecho possível.
Dou um exemplo:
Num determinado momento, a senhora Porges oferece a Polzer um chapéu que tinha pertencido ao seu falecido marido. Após usar o chapéu uma única vez, e em consequência de determinado acontecimento, Polzer diz à sua senhoria que não quer mais usar aquele chapéu. A senhora Polzer sugere-lhe então que ele o venda… 
Esse acontecimento é suficiente para Polzer imaginar que terá ofendido a senhora Porges, que esta o expulsará do quarto que aluga, que terá que procurar um novo lar mas que os novos senhorios serão desonestos, será assaltado aquando a mudança, haverão crianças na casa nova, Polzer ficará doente e terá que faltar no Banco e o trabalho amontoar-se-á na secretária… enfim! Uma bola de neve.

Além de tudo isso, Polzer vive ainda com uma repulsa pelos corpos femininos, pela sexualidade e por qualquer relação social, sendo que, as únicas pessoas com quem Polzer ainda mantém alguma relação, são Karl Fanta – um amigo de infância, que sofre de uma terrível doença que faz com que os seus membros tenham que ser, gradualmente, amputados – e o filho adolescente deste, Franz Fanta.
Polzer testemunha então a deterioração física e mental do seu amigo, que se revela um personagem revoltado e bruto nas palavras e, curiosamente, muito interessado em conhecer a senhora Porges, senhoria de Polzer.

Mesmo protegido pelo seu comportamento compulsivo e pela sua tentativa de manter a rotina, Polzer acaba inevitavelmente por ser engolido pelo mundo dos outros, envolvendo-se numa teia de mentiras, sexo e violência.

Escrito de forma provocante e perturbadora, este livro vai abordar temas como o trauma, a religião e a sexualidade, abordando questões como o incesto, a violação e o masoquismo.

Todos os personagens da história são complexos, bem construídos e é difícil não criar, quase logo de início, alguma empatia por Polzer e até mesmo alguma pena pela situação em que este se vê envolvido bem como, aliado a isso, um sentimento de repulsa pelos restantes personagens.

Em jeito de conclusão, devo dizer que é um livro forte – pela temática e pela escrita – que nos consegue provocar, em diversos momentos, um nózinho na garganta.

O único reparo menos positivo que tenho a fazer a esta edição, é o facto de ter encontrado, ao longo da leitura, algumas gralhas. Nada de significativo para a compreensão das frases, mas ainda assim algo a notar.
Pelo que sei, esta edição terá um número limitado de exemplares, no entanto, se houver alguma edição futura, uma nova revisão não será má ideia.

De resto, continuo muito interessada no conceito da editora e muito tentada a adquirir novos títulos.

❤

Nota: Em Fevereiro de 2016 foi, de facto, lançada uma nova edição de Os Mutilados. A editora, assumindo os erros de revisão da 1ª edição, fez questão de enviar, em jeito de desculpas, um novo exemplar do livro, acompanhado de uma carta, a quem o adquiriu em regime de crowdpublishing através da plataforma da editora. Achei esta atitude atenciosa por parte da editora uma vez que não há nada que demonstre mais profissionalismo do que assumir e corrigir os próprios erros.

sexta-feira, 30 de outubro de 2015

#011 | A Lenda do Cavaleiro Sem Cabeça, de Washington Irving

Autor: Washington Irving (Estados Unidos da América)
Título Original: The Legend of Sleepy Hollow (1820)
Editora: Tinta da China
Edição: 1ª Edição, Novembro 2008 (173 págs.)
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Hoje venho falar de um clássico de Horror, desta vez de um conto: A Lenda do Cavaleiro Sem Cabeça de Washington Irving.

Este conto foi publicado primeiramente em 1820, como parte do livro The Sketch Book of Geoffrey Crayon, no qual com Irving usou o pseudónimo de Geoffrey Crayon.


Neste conto é-nos narrada a história de Ichabod Crane, um magro, esguio e extremamente supersticioso mestre-escola, muito conhecido em Sleepy Hollow.

Ichabod não tinha dinheiro nem casa própria, dividindo o seu tempo entre a escola e o alojamento temporário em casa das diversas famílias da vila, que o acolhem por solidariedade.

Sendo um mestre-escola uma pessoa vista com um certo gabarito – uma espécie de cavaleiro ocioso, como refere a obra – não seria de estranhar que os seus anfitriões caprichassem na hora de por a mesa e, sendo Ichabod Crane um bom garfo (apesar da sua magreza), nunca se fez rogado na hora de comer.

Preocupado em assegurar um futuro um pouco mais prospero, Ichabod tenta aproximar-se de Katrina Van Tassel, filha única do mais rico fazendeiro da Vila.
No entanto, a jovem tem já um pretendente – Abraham ‘Brom Bones’ Van Brunt – que, obviamente, não acha piada nenhuma a Ichabod.


Um dia, Baltus Van Tassel, pai de Katrina, resolve dar uma festa e, como seria de esperar, o mestre-escola é convidado.

Nesta festa, repleta de muita comida e boa bebida começou-se, a determinado momento e como era costume local, a contar histórias de terror, sendo a mais assustadora a de um soldado de cavalaria, cuja cabeça foi arrancada por uma bala de canhão e que, segundo reza a lenda, ainda é visto em algumas noites, cavalgando pelo vale, em busca da sua cabeça…
Ichabod, gostava muito de ouvir estas histórias embora ficasse sempre muito impressionado com elas. Por isso, aproveitando a deixa, Brom Bones afirma já ter-se cruzado, numa noite, com o dito cavaleiro, aumentando o clima de medo entre os presentes.

Quando Crane deixa a casa dos Van Tassel, já tarde no final da festa, montado num cavalo velho, começa a prestar atenção aos sons que o rodeiam: O assobio do vento, o som de animais a passar pelas folhas caídas, o som do chapinhar do regato e, ao longe… o trote de um cavalo?


Apesar de ter adquirido este livro com o intuito de ler ‘A Lenda do Cavaleiro Sem Cabeça’, nesta minha edição (linda, de capa dura e cheia de ilustrações!) estão ainda reunidos dois contos – ‘Rip Van Winkle’ e ‘A Lenda Do Astrólogo Árabe’ – cuja leitura também recomendo.

❤


sábado, 24 de outubro de 2015

#010 | A Árvore de Halloween, de Ray Bradbury

Autor: Ray Bradbury (Estados Unidos da América)
Título Original: The Halloween Tree (1972)
Editora: Publicações Europa-América
Edição: 1ª Edição, Outubro 2004 (171 págs.)
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Hoje trago um livro temático: A Árvore de Halloween de Ray Bradbury.

A história deste livr
o começa na noite de 31 de Outubro – a Noite de Halloween – quando Tom Skelton e o seu grupo de amigos, devidamente fantasiados, se junta para começar a festejar o Halloween na sua caça aos doces – o famoso Trick or Treat.
Apercebem-se no entanto que Pipkin – o amigo mais querido do grupo e o mais fervoroso adepto do Halloween – não está entre eles.


Preocupados com Pipkin, os amigos dirigem-se até à sua casa e descobrem que este está um pouco adoentado. No entanto, ainda assim, e sentindo forte dores abdominais, Pipkin promete encontrar-se com os amigos, daí a pouco, junto a uma casa que eles julgam ser assombrada.

O grupo dirige-se então à tal casa e, nos fundos da propriedade, eles descobrem uma gigantesca e magnífica árvore, repleta de abóboras, de diferentes formas e tamanhos, havendo, em cada uma delas, um rosto talhado.

Entretanto – Sr. Moundshroud – o sinistro dono da casa aparece e convida o grupo para uma aventura no País Não Descoberto. Os rapazes recusam, dizendo estar ainda à espera de um amigo – Pipkin – que entretanto aparece ao longe.
Quando Pipkin se aproxima do grupo uma grande tempestade leva-o para longe e ele desaparece!


O desaparecimento do querido amigo é o ponto de partida desta aventura deliciosa, cheia de simbologia e história uma vez que, a única forma de salvar Pipkin, será acompanhando Sr. Moundshroud através dos tempos, pela história do Halloween.

Este livro vai-nos então dando uma aula a respeito desta data tão comemorada enquanto os jovens continuam a sua perseguição pelo amigo desaparecido, ao longo dos tempos. Viajam pelo Antigo Egipto, pela Grécia, pelas Gárgulas de Notre Dame e mesmo pelo mexicano Dia de Los Muertos, aprendendo as origens do Halloween e resgatando o real significado da celebração.

No final, é-nos dada uma verdadeira lição de amizade e camaradagem.


Confesso que, inicialmente, esta premissa fez-me lembrar um pouco o conceito de ‘Um Conto de Natal’ apresentando, no entanto, um único fantasma – Sr. Moundshroud – no lugar dos três fantasmas conhecidos: do Natal passado, presente e futuro.

Este livro foi editado inicialmente em 1972, com ilustrações macabras, que acompanham esta minha edição e que complementam a narrativa e o ambiente criado.

Não é uma verdadeira história de terror mas, pelo contexto em que se passa, é interessante para entreter nesta época do ano.

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